América Latina. Brasil e Venezuela.

Ontem participei do seminário “A América Latina em um Mundo em Transformação” no Instituto FHC em São Paulo.
Estavam presentes 2 ativistas venezuelanos (Manuela Bolívar Rivas e Sara Hanna), o advogado Yon Goecochea, os economistas Moisés Naim e Ricardo Hausmann e a Deputada Oposicionista da Venezuela Maria Corina Machado.
Além da participação do Ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso.

Em suma, o foco da discussão foi o Governo Hugo Chávez e as relações e impactos com o Brasil e demais países vizinhos.

Ficou muito mais claro conhecer a Venezuela com dados estatísticos e observar a regressão institucional, econômica e social nestes anos de governo Chávez.
Até sua fonte natural de riqueza, o petróleo, foi reduzida nas exportações ao longo dos anos a 95% devido as nacionalizações e embargos de governos.
Um país sem competitividade e não inserida no contexto comercial tende a produzir desemprego, pobreza e estagnação econômica.

Yon definiu o presidente em 3 personagens: O Político, Messias e o Ditador.

Mas o conhecimento de causa, experiência e emoção ficaram com a Deputada Maria Corina Machado.
De fato, ela aposta e convoca o povo para os 586 dias das eleições presidenciais 2012.
Isso segundo ela, representa a esperança e reconstrução da sociedade para a democracia e América Latina vencer estas eleições.

Mas não só ela, assim os economistas Moisés e Ricardo concordam também que a libertação da Venezuela nas eleições 2012 só acontecerá se os outros países não se silenciarem incluindo o Brasil e ajudarem a fiscalizar a legitimidade das apurações das urnas.

A proposta da oposição é buscar o crescimento econômico através da população incentivadas por iniciativas empreendedoras, integrações regionais e o fortalecimento das instituições.

Foi unânime a crítica sobre a postura do Presidente Lula em relação a Chávez ao concordar e afirmar a importância de Hugo Chávez no poder.

De acordo com eles, os únicos beneficiários são as empresas brasileiras que lucram pela exclusividade nos acordos comerciais e o Itamaraty como plataforma de lobby.

Assim subentende-se que esta cadeia entre Hugo Chávez – Itamaraty – Empresas brasileiras é uma corrente monetária de vantagens na pessoa jurídica e física.

Finalizando o Ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso exaltou seu governo no que diz respeito as privatizações e concessões pois segundo ele, a iniciativa privada e a economia de livre mercado é essencial para o desenvolvimento. A exemplo disso os aeroportos deploráveis na mão do Estado.
Lula é um neoliberal com capa de socialista. Agiu e fez tudo como um grande Liberal.

Com toda esta experiência de hoje faço uma reflexão lá no início do mundo, onde tudo começou Abel e Cahim. A morte pelo poder.
Poder e vaidade. O “Eu”.
A política é a guerra dos domínios e egos. Por isso se cria Ditadores, grandes disputas, oposição e situação.

A política não tem a capacidade de pensar num projeto de bem comum a todos sem se importar em quem fará e levará o mérito.
Como isso será impossível, temos que abraçar as causas dos oprimidos.

Maurílio Santos Jr

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