R.O CJE – Convidado Ives Gandra

Hoje estive reunido com o Professor, Advogado e Jurista Ives Gandra na reunião ordinária do CJE FIESP.
Também é Membro da Academia Paulista de Letras, do Instituto dos Advogados de São Paulo, da Ordem dos Advogados, secção de São Paulo, conselheiro vitalício do São Paulo Futebol Clube e ex-presidente do Conselho Consultivo do São Paulo Futebol Clube e irmão do Grande Maestro João Carlos Martins.

Antes de iniciarmos a reunião, conversamos em grupo em uma sala quando Ives recebeu um telefonema do Jornal Folha de S. Paulo para comentar sobre a prisão do Jornalista Pimenta Neves.
Então ele respondeu: – Não posso comentar nada ou dar um parecer daquilo que não conheço e só ouço falar. Para dar uma palavra preciso conhecer o caso.

A atitude na minha ótica demonstrou lucidez, ética, bom senso e acima de tudo, o verdadeiro exercício da advocacia.

Após este mini bate papo, fomos para a reunião onde de fato o Jurista pode contar um pouco da sua história.

No entanto ele procurou demonstrar o por que ele escolheu a profissão de advogado e o por que ela no ponto de vista dele, é a profissão mais importante de todas.
Segundo Ives, o direito regula o convívio das pessoas e sociedade e garante a liberdade dos cidadãos.
De tal modo, a pensar assim, em como esta área contribui para mudar o mundo que ele decidiu segui-lá.
O professor também foi fundador de um partido político que defendia o parlamentarismo que após o AI-2 decidiu abandonar a vida política e se dedicar ao ensino acadêmico.
Nesta trajetória de perseguição política e de inimigos, Ives se tornou companheiro de parte dos que o perseguiam, por que acredita que o ódio não constrói história.

Ainda tratando-se do Regime da Ditadura Militar no Brasil, foi aplaudido por manifestar sua indignação contra as pessoas que estão bem sucedidas hoje, e que processam o Estado por torturas no passado e exigem indenizações milionárias para reparar o erro. Ives de forma calorosa acha uma exploração com a geração atual onde sem ter nada a ver com a história passada pagar dos seus bolsos esta indenização.

Dessa postura, também serviu sua recusa para não integrar a Comissão da Verdade, onde ele alega que por ter vivido o drama, opinar e discutir segundo sua experiência seria, agir apenas com um lado.
Para haver imparcialidade e análise das duas visões, é necessário uma neutralidade por natureza.

Ives também convocou os jovens com vocação a ingressarem na política para assumirem cargos políticos e aqueles que não têem vocação, para se interessarem e transformar as questões e rumo do Brasil.
Com este gancho, ele acredita veemente na juventude e tecnologias que hoje nos auxiliam para uma transformação rápida da sociedade.

E assim finalizou sua palestra…

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