Todo camburão tem um pouco de navio negreiro

“Quando a gente é pobre e morador de favela, se tem duas opções: estudar ou trabalhar. Na grande maioria das vezes a opção é trabalhar pra poder sobreviver. Assim como vamos conseguir competir?”
MV Bill

Ontem no 7º Congresso Paulista de Jovens Empreendedores da FIESP recebemos o Amigo e Ativista Social MV Bill.
Foi a mensagem mais forte, real e tocante do que as posições empresariais.

Bill após ter contato com os livros de Malcom -X e Darcy Ribeiro tem a resposta que a autonomia de cada morador de favela é a saída para o melhoramento social. O governo é uma máquina de corrupção comandada por pessoas que querem apenas a detenção do poder e não serem um instrumento de transformação social.
Quando fazem uma obra para a comunidade como uma pista de skate nem consultam os moradores, dão como uma esmola ainda colocando em lugares de risco e etc…
Uma manutenção de votos apenas.

Não é preconceito ou um passado. O negro ou o pobre ainda são discriminados.

Por que MV Bill foi aplaudido de pé por cerca de 2 minutos até a sua saída do Teatro?

Porque mostrou uma realidade ainda não resolvida e por brigar por uma causa que acredita e vive. Uma causa que ele não coloca como social, mas como o amor pelas pessoas!

Quem ama não é capaz de esquecer, discriminar ou se aproveitar de uma pessoa.
Essa palavra “Ter responsabilidade social” significa você ter que pedir para uma pessoa ajudar a outra. Então eu concluo que se precisa pedir para uma empresa ou pessoa ter responsabilidade é por que ela não tem e não liga para as pessoas. Não existe amor…

A causa cria líderes naturalmente. E estes são admirados pela coragem e pelo sonho que percorrem e assim vão juntando pessoas que compartilham o mesmo sonho e vira uma rede de causa.

Diferente de um Eu querer próprio.

Bill também reafirmou em um rap improvisado que as classes sociais são defendidas de acordo com seus graus.
E o cara de classe elevada sempre é perdoado ao contrário do menos favorecido que muitas vezes tem um tribunal de rua.

Mudar de que jeito ?
O primeiro é tirar os pilantras do governo com o voto consciente.
O segundo é a educação. A educação sim deveria ser socialista. um plano de educação universal de mesmo direito a todos.

O amor talvez se ensina, mas pra mim é um dom de Deus.

Sem mudança não há esperança.
A mudança começa por nós mesmos.

Precisamos viver a mudança sem medo do que os outros vão achar.

Sempre digo que sou administrador por formação e sociólogo por paixão.
Quando iniciei meus estudos com Gilberto Freyre e Darcy Ribeiro, pude entender meu povo brasileiro.

O navio negreiro vai sempre existir…
O homem cordial e principalmente o “sabe com quem você está falando?”.

Mas tenho esperança por que sei que existem vários “MV BILL´s” por aí pela causa e fazendo acontecer.

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