Acupuntura de microrevoluções. Pontos de Transição

Não há como não perceber, assistir ou viver esta transição que as cidades, empresas e pessoas estão passando agora.
Transição de modelos mentais, negócios, estilo de vida e visão de mundo.

Primavera Árabe, Geração (y,z), Governo 2.0, Redes e Negócios Sociais, Cidades Sustentáveis, Progresso Compartilhado, Internet…

Além disso, a própria moral que Nietzchie criticava tanto que prende os homens a sua personalidade e vontades reais com regras que não existem passam por uma modificação.

São pontos de acupuntura de microrevoluções em modelos gastos no mundo que cedem a passagem da inovação, necessidade e da quebra de protocolos e paradigmas construídos pelo capitalismo tradicional.

Não existe mais tempo para pensar em se organizar para mudar. Se não MUDA morre na praia.

Se a empresa não se adapta, o jovem talento se demite ou não entra. Ele não aceita mais se aposentar com 30 anos de carreira pela complacência, “crachá” e um ticket refeição.

Se o governo insiste em não se adaptar, o poder emana do povo e se auto organiza pela revolução digital à resistência e os levam as ruas.

Se o mundo não se adaptar as leis da natureza, a natureza responde com fenômenos naturais e com a deteriorização do próprio ser humano.

Se o país não se fala, o cidadão ou a cidade se fala pela internet.

Esta semana na CAMPUS PARTY eu vivi de perto esta transição. Cool e Fenomenal !

Em “Tempos Perdidos” Renato Russo e a Legião Urbana já diziam que “Não tenho mais
O tempo que passou
Mas tenho muito tempo…Sempre em frente …Não temos tempo a perder…”

Não temos mais tempo a perder… A mudança é para o bem. E a inovação é a saída. Este bem é muito maior que o choque cultural, medo ou mentalidade de resistência de qualquer pessoa quadrada e apegada ao velho.

Einstein disse que “A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.”

Abrir a mente deveria ser um exercício diário e matéria nas escolas.

Enfim MUDE!

Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.

Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.

Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.

Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.

Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.

Durma no outro lado da cama…
depois, procure dormir em outras camas.

Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais…
leia outros livros,
Viva outros romances.

Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.

Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.

Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.

Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.

Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.

Escolha outro mercado…
outra marca de sabonete,
outro creme dental…
tome banho em novos horários.

Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.

Troque de bolsa,
de carteira,
de malas,
troque de carro,
compre novos óculos,
escreva outras poesias.

Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.

Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.

Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.

Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.

Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.

Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já conhecidas,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda !
(Edson Marques)


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