Monthly Archives março 2012

O Paradigma da Educação nas Redes Sociais

Fomos formados e ensinados para uma sociedade do diploma. Este canudo “qualifica” e mostra o “potencial” de uma pessoa.
Quanto maiores as credenciais (Graduação, Pós, MBA…) mais “conhecimento” e “capacidade” a pessoa deverá possuir.
Somos avaliados por uma nota de 0 a 10 respondidos em perguntas alternativas ou múltipla escolhas.
Temos a percepção que as soluções só vem e ocorrem dentro destes espaços chamados salas de aula.

Assim, separamos as pessoas com o IBGE e o Banco Mundial por grau de instrução e produzimos grupos de “burros” e “CDF”. “Analfabetos” e “Letrados”.
Excluímos da sociedade os não possuidores de canudo, afinal, não sabem nada e não tem potencial para nada.
Jogamo-os em trabalhos de canaviais, braçais ou aqueles que não exigem algum tipo de “raciocínio&...

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Quanto > a Rede, Menor o mundo fica!NóisPóditudo

A Rede Social não é um bocado de gente reunida ou conectada, mas o que “está” entre as pessoas.
Ela se torna viva a partir das interações uma com as outras. A “troca” gera vida e a mantém viva.
Estas certas interações possibilitam as pessoas a empreenderem e aos protagonismos coletivos. (Vide Figura Abaixo)

Jane Jacobs foi uma escritora e ativista política do Canadá que concluiu o valor da calçada, o valor das festas e momentos de comemorações, bate papos, cafés… Só existe energia nos espaços urbanos a partir das interações entre as pessoas. E a partir daí, nascem as soluções do desenvolvimento local.
Criar parques e residências afastadas, afastam as pessoas levando cada uma a olhar para o seu próprio umbigo.

A sociedade atual é dividida por três formas de organiza...

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Não entre ou forme Grupos. Resista!

Resista a pertencer a grupos, ongs, instituições, igrejas, comunidades etc… Mas por quê?
Grupos representam algo ou alguém. Esta representatividade arrebanha pessoas para um universo fechado e mandado.

Todo grupo tem um dono, sub-donos, regras, posições sociais, econômicas, objetivos e vitrines individuais aos donos ou sub-donos e não ao grupo todo. Então em um grupo não ganham todos ganham alguns.

Grupos competem entre si. Igrejas competem entre si. Federações competem entre si. Ongs competem entre si. Partidos competem entre si… Etc…

Então concluímos que existem divisões e separações entre as pessoas.

Quando você precisa pedir permissão a um chefe ou alguém para realizar algo você diminui sua posição-pessoa (ser humano) e aumenta sua posição rebanho (nicho social)...

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Criando chocadeiros de ideias e inovações

O atual campo social está ficando cada vez mais distribuído, conectado e não centralizado ou descentralizado = muitos centros sob um comando central.

Você se lembra da luta dos brasileiros contra a Ditadura Militar ?
Ditadura = O líder decide o seu caminho, sonhos e dos outros. Você é um obedecedor. Ordena sua vida. É Fiscalizado.

Caetano Veloso disse em sua canção: É proibido proibir.

Esse novo desenho social (Redes Sociais) não passa de uma onda natural que já vinha se formando lá trás a medida que os seres humanos vêm se evoluindo, percebendo, absorvendo e com isso as tecnologias.
A internet é a prova do desejo das pessoas de se conectarem e produzirem sem barreiras. Uma onda natural!
Rebeldia? Falta de educação e compreensão à submissão? Descumpridor de regras e leis...

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Como permitir a vida nas organizações

No artigo anterior falei sobre O que é uma Organização sem Vida, na qual é morta pela interferência externa das hierarquias e modelos de centralização no processo natural da teia da vida onde não existem.

“Tudo está ligado, como o sangue que une uma família. Todas as coisas estão ligadas. O que acontece a Terra recai sobre os filhos da Terra. Não foi o homem que teceu a trama da vida. Ele é só um fio dentro dela. Tudo o que ele fizer à teia estará fazendo a si mesmo.”
(TEDY PERRY, CACIQUE DE SEATTLE, 1856)

Continuando o gancho do tema, neste texto quero falar sobre como permitir a vida nas organizações.

A sociedade não é definida por sua cultura, mas sim pelas suas emoções, fruto do processo da sua consciência e processo de valores.

As emoções dos japoneses são di...

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As Organizações sem Vida

O grande desafio das organizações é conceder vida a ela.
Mas afinal, o que é vida?

De acordo com a definição dos biólogos e filósofos chilenos Humberto Maturana e Francisco Varela a vida é uma autopoiese (do grego auto “próprio”, poiesis “criação”), ou seja, os seres vivos produzem a si próprios.
Segundo esta teoria, um ser vivo é um sistema autopoiético, caracterizado como uma rede fechada de produções moleculares (processos), onde as moléculas produzidas geram com suas interações a mesma rede de moléculas que as produziu. A conservação da autopoiese e da adaptação de um ser vivo ao seu meio são condições sistêmicas para a vida...

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