Como permitir a vida nas organizações

No artigo anterior falei sobre O que é uma Organização sem Vida, na qual é morta pela interferência externa das hierarquias e modelos de centralização no processo natural da teia da vida onde não existem.

“Tudo está ligado, como o sangue que une uma família. Todas as coisas estão ligadas. O que acontece a Terra recai sobre os filhos da Terra. Não foi o homem que teceu a trama da vida. Ele é só um fio dentro dela. Tudo o que ele fizer à teia estará fazendo a si mesmo.”
(TEDY PERRY, CACIQUE DE SEATTLE, 1856)

Continuando o gancho do tema, neste texto quero falar sobre como permitir a vida nas organizações.

A sociedade não é definida por sua cultura, mas sim pelas suas emoções, fruto do processo da sua consciência e processo de valores.

As emoções dos japoneses são diferentes dos americanos, russos, brasileiros etc…então não podemos dizer cultura ou problema cultural!

Se em uma organização o método é o grito, imposição, separação social, intelectual, hierárquico e racial como deve ser as emoções das pessoas?
Medo, frustração, vazio, andar de cabeça baixa, etc…. As piores emoções possíveis e isso impacta diretamente no modelo de negócio.

O título do livro do Senador Eduardo Suplicy “Renda Básica de Cidadania. A saída é pela porta”.

Significa que todo ser humano tem o direito de ter uma renda básica como cidadania para permitir sua sobrevivência na Terra.
Todo mundo só entra e sai de um lugar para o outro pela porta. Assim a porta justa para todo ser humano é a da frente. Este projeto tendo como Lei Uma Renda Básica de Cidadania, é uma saída pela porta da frente contra a desigualdade social.

As organizações são feitas por humanos, e a saída para a vida é a porta da frente onde tudo começou.

A vida começou a partir do processo natural das conexões de células, membranas, sistemas e assim formou os seres vivos.

Então começou e finalizou com conexões e processos naturais e não por imposições, lideranças, grupos, guetos fechados, clusters …
Se existe isso como regra determinante não existe vida.

Mas de fato como permitir vida nas organizações ?

1) Permitindo conexões e não muros. A rede é poderosa e multi caminhos.
2) Uma organização que aprende e inova, só aprende e inova compartilhando experiências individuais entre todos de modo natural, livre e sem hierarquias
3) A informação livre
4) “Amar e Brincar – Fundamentos que os humanos esqueceram”
5) Emoções positivas
6) A felicidade como gerador de “lucro”
7) “Humano pra humano” e não de superior pra subordinado
8) A ecologia como conexão de vida
9) A sustentabilidade como orientação de justiça
10) A consciência e mente como o potencial do ser humano

Impossível ? Não.
O mundo atual já é uma rede de conexões e este processo natural vai automaticamente falir estes modelos mentais destrutivos.
A humanização e este reconhecimento já é bandeira das gerações y, z e com certeza das próximas.
A ecologia como visão de sobrevivência já é um fato.

Enfim, As emoções e valores são outros.
E quem não se conectar neste novo modelo, não permitirá vida nas suas organizações.

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