A Concentração. Uma barreira da Sustentabilidade

Nesta nova onda que vivemos com a Revolução da Informática, saímos do “modelo keynesiano” (Contrato entre o capital e o trabalho. E a intervenção do Estado nos Juros, Moeda, Renda etc..) para as previsões numéricas dos software´s dos mercados financeiros e futuros que são um sistema de capitalismo global.
O mercado financeiro é um sonho e objeto de desejo ainda de muitos jovens para ficarem ricos exercitando apenas as apostas neste cassino global.

O duplo papel dos computadores – instrumentos para o processamento rápido de informações e para a elaboração de modelos matemáticos altamente sofisticados – fez com que o ouro e o papel moeda fossem praticamente substituídos por produtos financeiros cada vez mais abstratos como “opções sobre futuros” (opções de compra numa data futura, com o objetivo de ganhos por projeções financeiras previstos por computador); “fundos de hedge” (fundos de investimentos usados muitas vezes para comprar e vender quantidades enormes de moedas em períodos de poucos minutos afim de obter muito lucro a margens pequenas) e os “derivativos” (pacotes de fundos diversos que representam aglomerados de valores financeiros atuais ou potenciais).

As empresas não são mais medidas pela sua produtividade diária, gestão e expansão de lucros. O IPO, as ações, papéis são apostas sobre o potencial da empresa e valor da marca no presente e no futuro. Desta forma consegue-se levantamento de recursos financeiros rápidos pelos produtos do mercado financeiro.
Neste game o jogo é muitas vezes virtual e cabalístico. Um pronunciamento do Presidente ou um “Guru” de mercado falando sobre a empresa ou mercado sem apresentar “números” podendo ela estar em maus lençóis é capaz de elevar os valores da ação pelo simples fator de confiança e a empresa capta mais recursos e rendimentos aos acionistas. Por isso é um jogo de riscos.

Esta matemática e modelo estimula a criação de fusões e aquisições, de modo, a deter o mercado sob concentração e monopólios a comandar os seus consumidores.

Se listarmos o ranking brasileiro de bilionários e milionários pela FORBES e analisarmos os históricos no mercado financeiro e empresarial, veremos só aquisições e fusões concentrando os mercados nas mãos de 1, 2 ou 3 famílias. Quando não com sócios estrangeiros também.

São admirados pelo acumulo de fortunas não sendo observados na maioria das vezes pelos impactos sociais, ambientais e econômicos.

Na busca predatório do lucro aos acionistas e exportações as licenças e políticas ambientais começam a enfraquecer; os governos e políticos são seus facilitadores e parceiros; o desenvolvimento, empreendedorismo local e livre comércio deixa de existir ou não obter chances de barganha; e o lucro com justiça social vira um mito.

Outro ponto de vista é a biotecnologia.
Em países em desenvolvimento como o Brasil, o PIB ainda é alavancado pela exportação de commodities, principalmente de alimentos e minérios.
As grandes empresas agroindustriais/químicas em grande parte multinacionais detém as patentes das sementes, sementes transgênicas, remédios de lavouras e demais atributos da produção agrícola pela concentração de mercado.
Assim para manter o ritmo de exportação, competitividade e o lucro dos acionistas estimulam a qualquer preço do solo, água e ar os agricultores neste manuseio e as formas de agricultura orgânica deixam de existir principalmente pelo fator tempo x produção.

Já está mais do que provado que a concentração econômica são os malefícios da sustentabilidade, nos quais, seus pilares são (econômico, social e ambiental).
Impactam diretamente nas decisões das pessoas ou quem sabe na manipulação das pessoas, meio ambiente, responsabilidade social e economia.

Já foi provado que em países onde existem excedentes de produção de alimentos são os mais pobres e miseráveis pois, a concentração é voltada para a exportação e com a distribuição desigual o mercado local de consumo não absorve e é afetado pela fome.

A Rio+20 e ONGs devem investir neste primeiro estágio de discussão para depois propor a indução politicamente correta aos princípios da sustentabilidade empresarial.

Se este modelo de capitalismo global for repensado ou melhor controlado pelas organizações arbitrárias acho que podemos começar a acreditar em mudanças e em um mundo melhor.

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