InovAÇÃO… Dor, Medo e Preconceito.

* Uma ostra no fundo do mar para produzir uma pérola, dessas que achamos bonita e as mulheres principalmente fazem colares não produz facilmente esta beleza, só a partir da dor.
Quando machucada por um grão de areia no mar, ela se retrai fechando-se na concha pela dor e produz a pérola exprimindo-a para fora, ou seja, “ostra feliz não faz pérola.”

* Só nos tornamos verdadeiramente adultos quando perdemos o medo de errar. (Martha Medeiros)

* Enquanto você se esforça pra ser um sujeito normal, e fazer tudo igual. Eu do meu lado aprendendo a ser louco, maluco total. (Raul Seixas)
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Essas três reflexões ilustram a dor, medo e o preconceito.

E o que estas histórias tem haver com a Inovação?
Vamos observar neste artigo que a inovação acontece machucada por uma dor; se depara com o medo de errar ou apostar naquilo que ainda ninguém fez e o preconceito que o inovador de verdade sofre com o seu estilo de vida.

A ZONA DE CONFORTO (A CAUSA DA DOR)
Assim como a sustentabilidade que não é um processo ou um programa que compramos para implementar nas empresas ou departamentos mecanicamente, mas é muito mais que “melhores práticas conscientes”, mas sim, valores morais de cada pessoa e a sua ideia de justiça sobre as pessoas e o meio, a humanidade tem deixado chegarmos na dor de morrermos com massa nuclear, doenças respiratórios por poluição, mudanças climáticas, escassez de água doce, fome e pobreza extrema no mundo motivado pela CONFORMIDADE OU ZONA DE CONFORTO para criarmos pérolas (belezas) reparatórias ou pelo menos tentativa como: Rio+20, consumo e empresa consciente, economia verde, ONG´s etc…para mudar!

Precisamos chegar na dor da perda, morte ou escassez de recursos naturais e humanos para mudarmos nossos valores e visão do meio e compaixão para com o outro criando inovações e tecnologias para substituir os destrutivos.

A inovação também está ligada a dor. Mas a inovação não é um processo? Não. Ela se torna um processo apenas no momento da execução.

Mas o que ela éh? Eu diria um “espírito”.

O inovador não se torna inovador seguindo uma cartilha, aula acadêmica ou aplicando processos empresariais.
Inovação é um espírito fluidor e influente no nosso comportamento humano e estilo de vida. Inovação se vive, se respira, se olha, se deseja, se alimenta, se pratica….

É como uma religião. Não adianta se alimentar dos ensinamentos da crença sem viver o que ela propõe.

E onde entra a dor na inovação?
Quando somos machucados pela dor do conformismo e a zona de conforto resultado de um colapso que chegamos e despertamos a inovação para MUDAR os rumos e propor CONFORTO para as pessoas.

Assim estão acontecendo com os produtos sustentáveis, orgânicos, negócios sociais, consumo consciente, novos produtos e reinvenções, processos e melhores práticas que obrigam a tirar a nossa mente condicionada de um corpo em forma de matéria para fluir em outros caminhos.

Mas te pergunto, qual o ambiente que mais causa dor para inovar?
Nas empresas. Mas por quê? Por causa do vício dos sistemas fechados, hierarquias piramidais, ambientes restritos e apego ao poder.

O sistema diz que não se pode errar e gastar. Te cobra por resultados a custa de qualquer preço. Forma guetos internos competitivos julgando ser estímulos. Cria aparthaides sociais por chefes mandatários, aprisionadores de almas e talentos num círculo vicioso de “Eu Mando” e “Você Obedece” desenhado por cargos e salários exposto em organogramas. Lá diz quem é quem e como se deve respeitar os credenciados e quais as regras do jogo. Fora da regra você está expulso.

É um ambiente maligno. Dá pra se viver e respirar inovação aí dentro?
Ah, mas não provoca dor e isso não é bom? Não. Causa sofrimento que é diferente de dor.

Então aonde está o ponto chave da dor neste ambiente empresarial? No desapego. Sim desapego do indivíduo e do sistema da:

1) A ideia é minha e eu apareço. Por que minha ideia não pode ser uma chama para os outros jogarem mais gasolina e pegar mais fogo e juntos produzirmos um incêndio generalizado?

2) Eu sou o chefe e devo aparecer. Somos reconhecidos pelo que somos e não por aquilo que temos.

3) Eu preciso dar a diretriz a minha equipe. A voz do povo não é a voz de Deus segundo o dito popular? Por que acha que sem você “chefe” ou “líder” as pessoas não são capazes de perceber, produzir ou se auto-regular?

Resumindo, o exercício do desapego é o primeiro fator para inovar.

MEDO
O medo é um sentimento comum a qualquer ser humano, mas a naqueles que não sentem medo, mas um CAGAÇO.

O cagão é a pior das espécies. Eles trás o retrocesso a empresa, ao departamento e a equipe por se esconder debaixo da mesa.
Vejamos seu comportamento:

1) Aonde já foi aplicada esta ideia e aonde deu certo? Então você não quer inovação, deseja reprodução. Livre-se do medo de errar e perder. Com esta insegurança não se produz o novo. O que é novo não existe ainda ou existiu. Precisa ser testado e bancado.

2) Não podemos errar gastando dinheiro. Ora, toda aposta é um risco. Sem correr o risco financeiro a empresa não inova e não se propõe a inovar, pois vem aí algo que as pessoas desconhecem ainda.

3) Ai o presidente. Ai o Diretor vem aí. Ai o Vice. O que se mais tem em empresa é puxa saco. Este prefere garantir o cargo na submissão e no comportamento do bom moço correspondendo um arroz com feijão do que desobedecendo, ousando, peitando ou arriscando.
Uma ideia boa não é boa quando todos concordam e quando não se passa por discussões e desconfortos.

Resumindo uma empresa reinada pela república do cagaço não inova.

PRECONCEITO
O preconceito são paradigmas taxados por modelos conservadores.
Quando se diz que a inovação é um estilo de vida, uma maneira de viver a vida, este vai sofrer preconceitos.

1) Terno e Gravata representa seriedade e respeito. Hahaha faz me rir…Trabalhar de bermuda, tênis ou camiseta é mulecagem pura.

2) Ele ou ela estudou na faculdade (y) então é fraco(a) e não serve para inovar. hahaha faz me rir novamente. Quem foi que disse isso? Onde está escrito esta lei da natureza exata? Então porque não darmos o país nas mãos das universidades (x e z) as melhores. Não resolveria os nossos problemas?

3) Esse cara é muito informal não serve. Inovador é burocrata? Duro? Engessado? Não. Então onde mora o problema?

Se as empresas querem inovadores, ou seja, pessoas anormais, por que tem preconceito com elas?

Anormais são diferentes de normais. Normais não inovam, afinal, são normais!

Acima eis o retrato de um inovador. Vivia a inovação no comportamento e na mente. Sofreu inúmeros preconceitos, dor e medo. Mas venceu todos com a insistência e por acreditar que o Novo sempre vence o normal.

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