Por que vivemos na perspectiva do IMPROVÁVEL?

Por que estamos sempre na perspectiva do improvável?
Veja este vídeo de 1:43. Tan Hong Ming não acreditava que um dia “namoraria” Umi Qazerina e tampouco tinha coragem de se declarar. A partir de um encontro de diálogo entre os dois, ele descobriu que ela também gostava dele… O improvável se tornou provável!

Vivemos em um mundo principalmente neste século XXI em constante mudanças. Não há como não fazer esta transição de modelo. Charles Darwin dizia: “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças..”

Não acreditamos nas mudanças do nosso departamento, cultura organizacional, espaços de conviVência e todas aquelas ideias e inovações serão improváveis pois a culpa é do seu fulano, ciclano que é ignorante, obsoleto ou um não visionário. Se um dia, quem saiba! Será mesmo que as mudanças são improváveis no ciclo de tempos atuais das relações e universo?
Pode ter certeza que vai mudar, o risco da mudança é que estamos mudando e esquecendo da ética e do nosso passado.

Vivemos em um tempo onde as mudanças são tão vertiginosas que corremos o risco de perdermos o caminho. São tão profundas e radicais que nos extraviamos delas…

Talvez tenhamos que recorrer a base da nossa realidade que esquecemos para começarmos a acreditar no provável que perdemos pelo condicionamento da nossa mente nos tempos atuais.
São bilhões de anos e experiências de vida e do universo, e sobre essa ótica podemos dizer que pertencemos a vida e não a vida que nos pertence.
Fazemos parte desse macro projeto chamado vida que ainda está inacabado e entramos no cenário dela quando nascemos. Nascemos pouco auto-suficientes e precários e assim precisamos de anos de cuidados. Temos nossos pais, familiares e amigos que contribuem para este desenvolvimento até atingirmos nossa maturidade e suposta independência.
Somos ligados a nossa ancestralidade e somos medidos e provados todos os dias. São criatividades e aprendizagens que se renovam a cada dia.

Estamos encapsulados por paradigmas, valores morais, medo e descrenças. E tudo acaba se tornando improvável!

A vida só é possível porque existe uma teia de relações. Os 7 bilhões de habitantes na Terra são parte desta teia de relações. Toda decisão e movimento nosso impacta nos demais, pois é esta interatividade que permite a Terra emergir para que possa criar novos horizontes e perspectivas para a vida e o universo.

Quando nascemos precisamos de alguém que nos acompanhe até o processo de maturidade, mas quando envelhecemos precisamos também de alguém que nos conduza para o descanso.
Por que então entre esse meio tempo do nascer e o envelhecer esquecemos da nossa base e substrato de vida? Depender do outro e a cooperação para o desenvolvimento?

Até que ponto estamos comprometidos em nossos vínculos para sustentar neste meio termo os princípios éticos?
A legitimação da presença do outro no meu e o seu espaço. A legitimação do compartilhamento com o outro. A construção de algo com o outro.

Numa época como essa que damos ênfase ao individualismo e competição é improvável que possamos construir uma democracia e relações compartilhadas?

Sempre cito o caso da Tribo da África que desenvolveu o “Ubuntu”, ou seja, o conceito do “Eu sou porque tu és”. Tudo na tribo é dividido, compartilhado e não existe hierarquia nas relações.
Sociedade altruísta parece uma utopia nos dias de hoje, mas lá acontece, sabe por quê? Não é o governo ou a escola que determina isso, mas a forma como queremos e desejamos que seja nossa convivência. Nossas relações de um com o outro é o que define a nós mesmos.
Podemos escolher nos nossos ambientes que tipo de relações iremos querer:
- cultura de paz
- cultura hierárquica
- cultura individualista

Olhando para a tribo africana percebemos que A felicidade para ser felicidade tem que ser compartilhada. A alegria para ser alegria tem que ser compartilhada. Uma comemoração para ser profunda e ter sentido tem que ser compartilhada. Um banquete delicioso para ter o mesmo sentido de prazer tem que ser compartilhado.

Tudo que aspiramos na vida sempre fazemos com o outro, nunca sozinhos.

Aprendemos com estes ancestrais abaixo a comer, desenvolver, cuidar, amar por mais que sejamos criacionistas ou evolucionistas.
Talvez a tantas mudanças estejamos esquecendo disto, da nossa origem, ancestrais e passado.

Abaixo são demonstrações do que nunca seria provável, ainda mais por serem seres irracionais. Se estes seres vivos irracionais são capazes de aceitar, compartilhar, se compadecer, se amar, e se ajudar, por que nós seres humanos racionais não somos ou seremos capazes de nesse meio tempo de vida entre a infância e a velhice onde estamos teoricamente “independentes” do outro a não exercer nosso instinto e vínculo com o outro em compartilhar, aprender, ajudar etc…

A vida ainda é um mistério enigmático ainda para nós, mas para continuarmos seguindo em frente precisamos lembrar deste passado!

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