O Dilema da startup x Multinacional – InovAÇÃO

“Eu percebi que a Atari tinha estagnado quando ela foi vendida para uma Multinacional (Warner) e começou a ser administrada por advogados.” Nolan Bushnell – Fundador da Atari Games

A indignação de Nolan Bushnell na frase acima dita na Campus Party Brasil 2013 em outras palavras quis dizer que as empresas quando crescem demais perdem seu poder de inovação e respostas rápidas ao mercado devido as burocracias geradas pelos tecnocratas da estrutura hierárquica e pelos limites criados pelo corpo jurídico da empresa.
Alguns autores da escola de administração recomendam criar empresas separadas e de pequeno porte ou estruturas de projetos para não entrar no bolo todo da empresa grande e engessar na capacidade de criatividade, inovação e respostas.

Empresas grandes são assim: Faz o memorando e manda para o 12º andar, depois 5º andar, 2º andar, agora vai para o superintendente aprovar, depois para o comitê de diretores e etc…
É como em inovação. [Gate 1] o gerente de produto faz isso e assado, [Gate 2] apresenta para o gerente, [Gate 3] aprovação do comitê, Gates e mais Gates……Quando terminou tudo isso o concorrente já lançou no mercado.
Essa estrutura para mim são para empresas administradas pelo cagaço.
O cagaço é tanto de errar tomando atitudes e assumindo riscos que passa por 1.000 pessoas para no erro justificar, olha todo mundo viu e é cúmplice.
Cara como tem chefe cagão e omisso. O diretor passa e ele se esconde embaixo da mesa. Nunca fala “não concordo”. Ele prefere babar ovo do superior e fazer política da boa vizinhança na ilusão de garantir o emprego do que propor alta performance e assumir riscos.

Quando se cria uma startup ela está concebida sob uma “visão sem limites”, inovação, entrega das pessoas, capacidade de resposta rápida até por conta do quadro de colaboradores reduzida e uma estrutura hierárquica flexível ou em poucas vezes já em rede. Ao longo do sucesso, vai agregando mais profissionais na equipe (tecnicistas ou não) de modo a profissionalizar o negócio e aos poucos o Jurídico vira o conselheiro maior e por entender de leis e não de mercado vai cortando as asas do pássaro a ponto de muitas tornarem-se tartarugas.
Isso não é uma crítica a advogados. É a observação do mercado.

Um fotógrafo perguntou para mim e outro rapaz o seguinte:
- Todos os problemas das empresas sempre geram em torno de pessoas e equipes. Oras, por que o R.H não contrata logo os melhores?
Então o rapaz respondeu:
- Porque custa caro! Aí contrata-se os médios e o chefe tem que ficar mandando fazer!

Resposta de um burocrata tecnicista formado pela escola tradicional corporativa.
Se você analisar os quadros de níveís currículares das multinacionais irá perceber que 95% falam 2 idiomas, pós graduação e mestrado.
Compara o tempo de inovação (produto, comunicação e gestão) delas vs startups ou empresas de pequeno e médio porte em uma amostragem geral. Vai perceber que elas ficam atrás nestes quesitos.
Os maiores idiotas que conheci possuíam estas qualificações.

Então o que fazem é convocar seus advogados para a compra destas empresas. Ao longo do tempo elas irão se moldar no modelo tradicional e morrerão com sua essência.

Tão logo a estrutura (hierárquica) e a orientação produto ou pessoas irá determinar a capacidade de resposta, atitudes e índice de inovação das equipes que implicarão nos produtos.

Este artigo tem por objetivo analisar este dilema preparando o empreendedor para o futuro. Qual futuro você deseja para a sua empresa?
Como mantê-la sempre inovadora e rápida em respostas ao mercado?

A premissa desta resposta esta acima:
1) Tamanho e/ou Porte
2) Modelo hierárquico (Comando e Controle ou Rede)
3) Orientação Produto ou para as pessoas que irão pensar pelo produto

A partir daqui são acertos técnicos e conceituais que cada setor e empresa deverá ir moldando para não cair na estagnação.

Bom se algo aqui foi para você uma leitura do presente então analise o contexto e devolva a capacidade de inovar que sua empresa merece.

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