DesORGANIZAR para InovAR.

O capítulo 2 do livro “Tempos loucos exigem organizações malucas” de Tom Peters chamado [Além da descentralização, desorganizar para soltar a imaginação] faz uma denúncia dos entraves que impedem a empresa de viver a gestão da imaginação, conhecimento e agilidade que são:

1) Livre-se da estrutura formal
A formalidade envolve obediência, limites pelas regras, supervisão e controle pela hierarquia. Existe imaginação aberta e a confiança de errar sem punição neste tipo de ambiente?
Muitas empresas falam, mas somos descentralizados. Fulano e ciclano tem autonomia. Mentira, só funciona no papel. No dia-a-dia ela volta a formalidade pra funcionar em respeito aos supervisores e as regras.

2) Os níveis médios ou intermediários da administração destroem os valores
A verdade desagradável que não queremos ouvir é que a intermediação administrativa – não as pessoas, mas a função delas só retarda o funcionamento das organizações. Ela faz andar para trás. Essa administração intermediária entope as artérias de nossas corporações.
O nível gerencial é a ponte entre o diretor e o operacional. Ela barra o fluxo de seguir adiante. Assim muitos valores e ideias morrem no caminho e diminui a agilidade do processo pelo inchaço de controles.

3) A alma da pequena na grande
A empresa quando é pequena ou familiar todo mundo faz tudo e é ágil e resolve com poucas pessoas. Uma estrutura inchada de pessoas só burocratiza e fica em lentidão. Tom Peters sugere fazer times menores sem o nível gerencial e por projetos ou times.
Estas células despertam o intraempreendedorismo e o senso de pertencer do que um batalhão de gente que produz menos que times reduzidos.

4) Autodestrua-se
A empresa deve estimular que os cérebros internos criem produtos para destruir os produtos rentáveis da própria empresa. Assim, ela mantém o ritmo de inovação. É melhor o funcionário destruir esta rentabilidade com um produto novo que criou para a companhia do que a concorrência.

5) Desorganizar por prazer e lucro
O CEO não deve ser o cara que organiza, mas que desorganiza! Que tal um cartão de visita – cargo “chefe de desorganização”.
Quando tiver organização terá reprodução e padronização. Quando tiver desorganização terá criatividade, originalidade e imaginação.

É dolorido ler isso. Pode pensar, é um revoltado.
Não queremos abrir mão de status e controles. Aprendemos a dar o foco em técnicas administrativas da Revolução Industrial do que no conhecimento e imaginação. Aprenda a desaprender e a reaprender a aprender. Este administrador que sobreviverá no século 21.

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