É só o Custo Brasil? A competitividade do conhecimento

Já não podemos mais remedir a transição das organizações de descentralizada para Rede. É questão de sobrevivência.
Quando falamos de sobrevivência das empresas, os empresários brasileiros só pensam no Custo Brasil (Infra, Burocracia, Juros, Logística, etc..) que é muito caro hoje no Brasil para as empresas competirem em relação aos outros países, mas esquecem da especialização do know how do conhecimento. “Menos materiais e mais Imaginação”. Esta competitividade não depende do Custo Brasil.
E este é um processo orgânico da própria sociedade.

Entendendo a Cultura dos Velinhos

A 2ª Revolução Industrial criou a seguinte ciência que é usada até hoje por 99% das empresas.

Taylorismo: Divisão das tarefas; Aumentar a produtividade pela repetição e especialização. Para chegar nessa eficiência operacional precisamos adestrar os funcionários como animais e robôs. Eu penso e eles executam.

Fayol: Organograma; Departamentalização; Comando e Controle; Centralização; Disciplina. Em resumo, eu centralizo informações por causa do status do meu cargo e distribuo a execução das tarefas.

Dá pra gerar bombas de conhecimento colaborativos com estas 2 ciências?

Não dá pra condenar os velinhos, as Universidades ensinaram isso à eles e lhe deram o canudo para aplicar em suas empresas.
Isso criou o desejo de poder, do crachá colorido (chefe é verde e abaixo é amarelo), da Sala fechada do Chefe e as baias dos operacionais, apego, a convicção que eu sou bom e o resto depende de mim (dependência do líder) etc…

Como explicar que isso não funciona mais e não produz escala de conhecimento?

Quebrando o Paradigma do Micro Know How

Principalmente pra quem é Executivo de empresa, a departamentalização e especialização condiciona ao micro pensamento setorial.
Sinto isso quando me deparo com executivos de diversas empresas. Eles sabem pensar muito bem no setor do seu negócio e na especialização do seu departamento, mas não conseguem pensar as grandes questões macros fora do seu setor e departamento que indiretamente também afetam seu negócio.
Quando falamos em Macro podemos considerar: comportamento político-econômico, competitividade da nação, sistemas financeiros, desenvolvimento social, sustentabilidade etc…

Sabe por que acontece isso? Porque não existe REDE e sim Centralização de Conhecimento.

Criando a Competitividade do Conhecimento – Macro know How

Quem vai manter a competitividade da empresa não são os produtos, são as pessoas. Seus cérebros que transformarão eles.
“A rede é tudo. Ela deve conectar todo o mundo da organização com todo o mundo fora da organização, e as pessoas umas às outras entre si. Se você não permitir que a pessoa da linha de frente, que está gerando fluxo de capital para a companhia, tenha as mesmas interligações que tem o CEO, você não terá as conexões necessárias para alavancar o conhecimento estrategicamente.”

As pessoas não repartem informações por instinto. Estão mais acostumadas a guardá-las. Em nossas organizações hierarquizadas informação é poder. Se eu sei algo que você não sabe, levo uma vantagem sobre você. Se eu ceder facilmente, perco essa vantagem sobre você.

Pensar e executar grande precisa de informações e know how. Essa trocação gera conhecimento e confiança.

Passos para criar a competitividade do conhecimento:

1) Estimule o diálogo entre todos. Conhecimento nasce a partir da troca de experiências pessoais. Crie plataformas online, dicionários dos departamentos, mini eventos pockets de áreas etc..
2) Elimine o organograma, cargo descritivo e crie homens de negócios e equipes de projetos.
3) Crie Talk Show – Todos vão subir ao palco e protagonizar seu know how e conhecimento.
4) Colaboração é como romance, não pode ser uma rotina previsível.
5) Crie um ambiente impessoal e não pessoal. Não crie estações fixas de trabalho e demais espaços fixos. Estimule as pessoas se conectarem livremente e em lugares diferentes.
6) Viva a sustentabilidade. Todas as atitudes devem ser sustentáveis na empresa e não apenas as matérias primas.

Enfim, acho que já temos boas dicas pra você criar uma competitividade do conhecimento na sua empresa.
Pense REDE!

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