Bancos ou Fundos de Investimento? Qual a diferença pra startups?

No mercado tradicional de apoio ao empreendedor ainda existe a crença do financiamento das startups prover dos bancos, buscando a menor taxa de juros possível. Existe até software de simulações de bancos.

Esta orientação está “quase” errada para os dias de hoje. Chamo este modo do jeito “velho” de se empreender.

O erro está que o empreendedor não precisa apenas do dinheiro que o banco apenas oferece, ele precisa do network para entrada comercial, operações e também apoio a gestão, elementos que nenhum banco pode oferecer.

Seria recomendável a captação de financiamento bancário se o empreendedor tiver os três elementos definidos com ele, ainda assim, ele terá um custo de capital maior e uma corrida maior de faturamento, uma vez, que após os 30 dias do empréstimo vencerá a primeira parcela bancária.

Existem elementos intangíveis no mercado aquém dos recursos financeiros:

1) Custo de entrada comercial: Tenho acesso aos canais de vendas (Network)? Tenho poder de barganha para ser aceito nos canais frente aos concorrentes (Network, Marca e Força)? Tenho recursos financeiros para a entrada nos pontos de venda (Custo de Entrada e Compra de espaço)?

2) Fluxo de Caixa: Na maioria dos casos, canais de vendas faturam de 40 a 60 dias. Tenho fluxo de caixa para financiar este cliente, as demais produções, operação da firma mais o caixa da empresa?

3) Operações: Existe meios de iniciar uma startup tendo apoio político do governo local frente a impostos, isenção de taxas, apoio logístico ao ponto comercial e etc… Tenho este network para obter tais vantagens?

Percebeu agora que obter apenas o dinheiro não resolve?

Geralmente investidores já possuem uma rede de contatos e até canais políticos. Fora isso, você não tem uma carência de 30 dias de vencimento da primeira parcela do financiamento. E se não tiver clientes nesse período das prestações do empréstimo? Ou Faturamento suficiente? O que fazer?
Da primeira renegociação bancária seu custo de capital dobrará e ficará escravo dos bancos.

O jeito novo de empreender

O jeito novo de empreender em busca de capital para a startup com base em inovação (excluíndo compra de franquias e negócios existentes) pode considerar:

a) Investidor Anjo: Pessoa física ou Jurídica que entra com o capital inicial obtendo de 20 a 30% da sociedade. Além disso, ele também entra com seu know-how e networking. Após a recuperação do investimento, o mesmo pode decidir em sair da sociedade ou seguir de uma outra forma.

b) Private Equity: Fundos de investimento que na maioria das vezes compram parte da sociedade já de empresas existentes, mas que pode ocorrer com investimento em startups também. Mas além da injeção de capital, faz parte da cultura algum executivo do banco entrar para o executivo (operação) da empresa para aplicação de gestão.

c) Fundo Perdido: É um fundo de capital utilizado na maioria das vezes pelo Governo para investimento em empresas com base tecnológica.

d) Unidade de Negócio: Procure um Big Business do setor de sua startup que procure tendências de inovações em startups para novas unidades de negócio. Deste modo, já entra com o know-How e Mão de Obra do Big Business.

Existem outros meios, mas concentrei principalmentes nos 2 primeiros devido ao apoio em gestão e network.

Enfim, fique ligado nisso! No seu plano de negócio, você deve simular riscos financeiros em 3 cenários. Procure organizações sérias e conectadas com o presente para sua aceleração e mentoria.
Mentor, toda startup deveria ter um mentor experiente por trás. Sei que é difícil, mas é um desafio que você deve vencer. Busque um mentor, de preferência um empresário vivido, de sucesso, com bons relacionamentos e de preferência que já quebrou 1 dia na vida.
Antes de empreender tenha uma boa rede de contatos. Sua rede já será 50% do caminho.

Última dica para startups : “Bancos só entre para guardar, nunca para pedir”.

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