Startup – Dar o foco na ideia ou no Plano de Negócio?

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Existe atualmente no mercado de startups uma série de iniciativas que atualmente maturam uma crença que ao meu ver é míope e enganadora, ou seja, a startup precisa dar foco apenas no core da ideia para vender ao investidor.
Depois que a startup levantar o investimento financeiro, a partir do convencimento da ideia, ela tem condições de realizar os próximos passos delegando até a terceiros os outros skills que formam a empresa.
Discordo no ponto da ausência do business e liderança. Venda uma empresa e não uma ideia.

Hoje existe um “modismo” dos jovens quererem ser empreendedores, livres e ricos como foi a 9 anos atrás o modismo do mercado financeiro, e o que vemos no mercado é uma corrida para ter a ideia genial, um monte de concursos de investimentos anjos e programas para startups, e o que é bom, o dinheiro (investimento) nada.
Quantos estão recebendo investimentos em suas ideias no Brasil? Uma porcentagem baixissima.

Mas eventos temos centenas e milhares…

Sabe por quê? Não temos planos de negócios consistentes e Know-How de Aplicação sendo pautados!
Uma boa ideia por si só não se vende, você precisa mostrar as estratégias de aplicabilidade da ideia no mercado.

Na minha visão de trabalho a startup deve vender o negócio e provar que ele será duradouro pelo potencial de mercado, demanda do mercado, liderança dos sócios, gestão dos recursos (MKT, Finanças, RH e Produção) e know-how de aplicação dos sócios (Currículo) sendo apontado no plano de negócios na venda ao investidor. Uma empresa!

Você pode ter uma ótima ideia e ser um péssimo CEO ou executor de mercado.

Jim Collins (Harvard-USA) pesquisador dos temas: Como construir empresas duradouras; Empresas de crescimento sustentáveis e que por anos é o Conselheiro e Profº de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira revela que um dos segredos dos 3G foi olhar a empresa com a perspectiva de torná-las duradouras e não um negócio para lucro pontual e depois venda.

A partir desta visão eles aplicam um pacote de (Cultura, Gestão e Investimento) capaz de deixar o negócio altamente rentável, com baixos custos e executado por pessoas excelentes, fanáticas e apaixonadas.

Abaixo seguem algumas dicas:

1) Não desenvolva apenas uma ideia, mas um negócio. Venda o negócio e não apenas a ideia.
2) Desenhe um negócio consistente. Aponte a solução dos problemas de uma startup:

a) RH: Como atrair e reter talentos em um marca iniciante com salários baixos; Como formar e gerir equipes excelentes; Modelo de cultura e liderança.

b) MKT e COMUNICAÇÃO: Desenvolvimento dos canais de distribuição; Penetração, Compra e Recompra dos consumidores; Como atender as necessidades dos consumidores e entregar o produto e serviço a eles; Cadeia de Valor; Comunicação com investimento baixo;

d) PRODUÇÃO: Planejamento e estratégia de produção; Aspectos Jurídicos; Mapa de custos.

e) FINANÇAS: Mapa de custeio; Rentabilidade; Ponto de Equilíbrio; Previsão/Simulação do DRE – Demonstração do Resultado de Exercício em 3 anos; Fluxo de Caixa; ROI; ROA; Preço Mark-Up.

Esse é o pacote mínimo para provar a consistência de uma ideia que quer virar uma empresa.

Não se engane. Você quer ser empreendedor ou empresário e não um “idealista”.

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