O Atalho Mental para a Inovação

Jobs vs Coxinha

Muitas pessoas pensam que o empreendedorismo e a inovação são estados que funcionam apenas no começo da empresa. Após eles se tornam um mundo corporativo qualquer. Na maioria dos casos isso acontece mas vou provar pra você que se deve resistir a cultura corporativa.

CULTURA CORPORATIVA

A cultura corporativa é executada pelos administradores.
Isso não é um mal, até por que toda empresa precisa do administrador para garantir as metas e alcançar os objetivos. Mas a cultura do administrador é baseada na visão do presente e passado, em processos gerencias, previsibilidade, acordos corporativos entre os pares, observações mercadológicas, fluxo de trabalho e aumento da produtividade.

A empresa de cultura corporativa sofre de uma doença terrível chamada “Crença da Consultoria”.
Praticamente as empresas médias e grandes são administradas pelos escritórios de advocacia e pelas consultorias de gestão.
Os advogados podam quase todas as ações arrojadas chamando isso de segurança jurídica.

O administrador caminha a partir das pesquisas de mercado e recomendações de estratégias destes caras!
O discurso é “De acordo com a pesquisa focus group, o consumidor quer isso”. “A consultoria (x) a melhor do mundo, disse que o caminho é esse”.
O administrador deixa de assumir riscos, sonhos e intuição e passa a se garantir pelas consultorias, a fim de, também garantir o seu emprego chamando isso de previsibilidade.

Quais são os ganhos desta cultura?
Produtividade, comando, controle, organização.

Quais são as perdas desta cultura?
Visão de futuro, ousadia, inovação de médio/longo prazo.

CULTURA EMPREENDEDORA

A cultura empreendedora é executada pelos fundadores das empresas e também pelos funcionários chamados de intra-empreendedores. O empreendedor é o tipo que transforma uma situação mais trivial em oportunidades excepcionais, é visionário, sonhador; o fogo que alimenta o futuro; vive no futuro, nunca no passado e raramente no presente; nos negócios é o inovador, o grande estrategista, o criador de novos métodos para penetrar nos novos mercados.

Todo negócio está relacionado com um fim social. Vivemos por causa dos negócios. Nossas roupas, alimentos, cama, entretenimento e etc… são feitos por alguma empresa. Então existe negócios tanto para o bem quanto para o mal, por isso tem sempre um fim social.
O empreendedor é o que age na transformação social.

As pessoas não sabem o que querem até mostrarmos a ela.” (Steve Jobs)
Se as pessoas não sabem o que querem por não estarem no futuro, como podemos assumir 100% que a pesquisa de mercado significa o futuro?
Será que a pesquisa de consumidor apareceu o Iphone? Não!

Se as empresas quiserem ser competitivas neste século terão que ter a cultura de startups.
Agilidade, sem hierarquia, visão de futuro e ousadia por todos aqueles que fazem parte dela. Tudo o que as Universidades não ensinam. Formam administradores e não empreendedores.

Desde sexta-feira estou no Startup Weekend Curitiba e o programa é:
1) Conecte-se às pessoas (networking) e formem grupos.
2) Apresentem ideias e os problemas de transformar esta ideia em realidade. Recrute pessoas com as competências para resolver estes problemas.
3) Transforme em um negócio mostrando o que isso resolve e como se ganha dinheiro
4) Apresente e convença os investidores em 1 minuto.

É simples!
Nesse universo tudo é possível, inovador, encorajador e ágil.

Ano passado no evento de Open Innovation a Profª Saras Sarasvathy diz:

“Umas das principais diferenças dos empreendedores é estarem sempre se conectando com outros empreendedores ou pessoas de diversas competências para ajudar a transformar o seu negócio em realidade.
O administrador não tem esta habilidade, a única pessoa que se aconselha é o seu chefe!”

Ela cunhou um termo chamado “Effectuation” que de um modo paradoxal resume este pensamento.

1 – Comece com o que se tem

Quando muitos empreendedores de sucesso começam a trabalhar em um novo empreendimento, começam com seus próprios meios: quem eles são, o que sabem, quem conhecem e o que tem (ou tem possibilidade de conseguir). E a partir da sua realidade, começam a imaginar outras possibilidades.
Na realidade das empresas e agências, muitos ficam esperando pela oportunidade perfeita, por uma verba ideal, por possibilidades de ter um produto final perfeito logo de cara, por convencer o máximo número de pessoas com uma ideia ainda não tangível e sem explicar muito – e nada sai do papel. O mais interessante é que ‘começar com o que se tem’ torna a inovação algo muito mais acessível.

2 – Avalie as possibilidades reais de perda
Para começar, é melhor que o empreendedor tenha plena consciência do que está disposto a abrir mão para focar no seu projeto. É importante pensar “e se der errado, o que eu faço?” para considerar os riscos nessa nova fase. A sugestão, em qualquer contexto, é que você avalie oportunidades com base no pior cenário e defina o fundo do poço, em vez de tomar decisões apenas baseadas na atratividade do cenário otimista projetado.
O mais interessante disso é que muitas ideias originais não vão adiante pela falsa sensação de alto risco que trazem. Se você tem clareza dos impactos possíveis, vai descobrir que muitas vezes, é menos arriscado fazer (ou aprovar) algo diferente do que utilizar as formas tradicionais, muitas vezes pouco eficazes.

3 – Aceite: o futuro é imprevisível
Muitos empreendedores aprendem na prática que os mercados onde estão inseridos seus negócios estão em um contexto imprevisível. Segundo Flávio Pripas, a última crise mundial foi apenas um dos momentos em que ficou evidente que tudo pode mudar de uma hora pra outra. Com essa perspectiva de que nada é imutável, o empreendedor tende a testar novas possibilidades e se adaptar mais a novas situações, fatos que podem ajudá-lo a ter sucesso.
O mesmo vale para você e sua empresa ou agência: aproveite surpresas que surgem a partir de situações incertas, permanecendo flexível, em vez de só ficar preso a metas e caminhos pré-definidos.

4 – Teste possibilidades
Se o futuro é imprevisível, o empreendedor só saberá o que vai acontecer em seu negócio se testar as diversas possibilidades que se abrem ou que aparecem ao longo do tempo. Para exemplificar, Flávio Pripas falou que foi testando a possibilidade de ter um negócio na área de moda e internet, que originalmente não era a sua. A partir daí, foi ganhando experiência e novas habilidades na prática, fatores que lhe possibilitaram ter sucesso.
Muitas vezes, experimentos paralelos, dentro (como empresas como o Google incentivam) ou fora da empresa / agência podem ser um ótimo campo para te ajudar a inovar no seu trabalho principal.

5 – Forme parcerias
Parcerias podem ser essenciais no começo de um novo caminho, já que abrem e criam novas possibilidades de testar outros mercados.
Ao invés de apenas se preocupar com análises e estudos, co-criar com fornecedores, clientes, colegas de outras áreas, estudantes, empresas de outros segmentos, e afins, pode ser a melhor maneira de se chegar a soluções inovadoras.

Deu pra sacar a diferença, este é o atalho mental para a inovação!RESISTA A CULTURA CORPORATIVA, SEJA EMPREENDEDOR!

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