Na noite de quinta-feira tive uma reunião de brainstorming com a participação do Joni Galvão fundador da The Plot.
Ele disse que na construção do roteiro do cinema se começa pela pergunta: “Quais são as forças antagônicas ou ameaças (internas e externas) do(a) personagem que se somadas forem maiores que as coisas boas podem atrapalhar a trama/história/ objetivo final do personagem?”

Internas podem ser: Ego, teimosia, narcisismo, dificuldades de ouvir, dificuldades de falar etc..
Externas podem ser: Rival, economia, e todas forças contrárias.

Geralmente as empresas fazem esta análise baseando-se na S.W.O.T – e identificam perante a concorrência seus pontos fortes, fracos, oportunidades e ameaças.

Quando olhamos este prisma estamos analisando a instituição e não pessoas. Instituição vs Instituição.

A Natura hoje tem dificuldades de inovar mesmo seus fundadores sendo inovadores, afinal, os executivos a dirigem.
Várias empresas quando seu fundador (empreendedor) se afasta da operação, declinam na linha da inovação, harmonia, filosofia…

Pois bem, já parou pra pensar quais podem ser as forças antagônicas do seu negócio?
Negócios são feitos por pessoas.

1) Quais forças antagônicas dos executivos e gerentes?
2) Quais forças antagônicas fazem morrer a essência e filosofia do negócio?
3) Quais forças antagônicas fazem aumentar a rotatividade (turnover) dos funcionários?
4) Quais forças antagônicas impedem a inovação?
5) Quais forças antagônicas impedem de vendas prosperar?
6) Etc…

Se o resultado do lado negativo for maior do que o positivo você está ferrado!
Ou atua na ferida ou a ferida vai fazer um final infeliz na trama!

Como virar a mesa do jogo?

A primeira coisa é estrutura vertical não dá voz e comprometimento com as pessoas. Estrutura horizontal, todos tem voz e são iguais.

Já ouviu falar sobre “Diálogo”?
Cara, essa ferramenta é poderosa, existem até cursos de diálogos!

Em minha opinião, existe a possibilidade de transformação da natureza da consciência, tanto individual quanto coletivamente. Se isso pode ser resolvido cultural e socialmente, vai depender do Diálogo.
David Bohm, On Dialogue

Não vou listar tudo, mas a maneira de descobrir, desvendar, investigar, se expressar é pelas rodas de diálogo.

A Nutrimental empresa na qual, eu faço parte, implementou a investigação apreciativa nos anos 2.000.
Durante 3 dias a fábrica parou totalmente e em um grande salão todos os colaboradores se reuniram e foram divididos em grupos mistos em mesas formato world cafe pra se expressarem e terem acesso aos problemas e oportunidades da empresa.
Dali todos ajudaram a traçar o plano e as metas da empresa.

O resultado disso foi que aumentou a produtividade das pessoas, os resultados melhoraram, o ambiente ficou mais harmonico, houve comprometimento!

Mas espera, não é só reunir as pessoas e fazer um exercício. Existem princípios:

* No diálogo não pode haver julgamento
* Não existe o certo e o errado, concordo ou discordo
* Não existe hierarquia, todos são iguais
* Não pode haver imposição, mas colaboração
* O silêncio é uma forma de diálogo
* Não pode haver preconceito
* Nenhuma ideia é descartada mas experimentada suas possibilidades
Etc…

Desse limão vai sair uma limonada e você vai visualizar os conflitos e as forças antagônicas.
O mais importante é o business ter identificado nas pessoas que colaboram as forças antagônicas!

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