Empreendedorismo G – A Era da Generosidade

Generosidade não é uma estratégia de marketing, tampouco, filantropia ou caridade, mas trata-se de um valor, princípio, uma filosofia de vida.

“Surge uma nova safra de consumidores. São os integrantes da chamada geração G (de generosidade), detectada pela Trendwatching, empresa holandesa de pesquisa de tendência. Para eles, não bastam bons produtos nem preços atraentes. O que chama a atenção são empresas dispostas a fazer tudo por eles — e pela sociedade. “As pessoas estão descontentes com a ganância dos empresários e suas consequências para a economia”, diz o estudo” (PEGN)

Uma empresa voltada apenas para o lucro, não vai ser generosa, por que não nasceu para ser generosa, mas apenas para dar lucro aos acionistas.
Estas empresas utilizam-se do marketing comercial, e suas estratégias de publicidade fazem um mix de emocional com racional nas propagandas para vender os seus produtos. Os executivos que trabalham nela não vão ser generosos e não terão visão de generosidade porque estão com a faca no pescoço todo dia pela meta financeira. O que eles irão pensar é como destruir a concorrência, obstáculo de suas metas.

Veja bem, o problema não é o lucro. O lucro é uma obrigação para manter viva a empresa. O lucro também significa um reconhecimento da utilidade do produto e empresa pelos compradores, mas está no impacto que a empresa esta causando na sociedade.

A generosidade é um estado de espírito capaz de envolver a sociedade. Por isso, as startups tem esse papel nesta Era de mudar para o Capitalismo Consciente.

Vamos ver alguns exemplos de empresas generosas:

1) TOM SHOES
Já falei várias vezes desta empresa no blog. Seu fundador Blake Mycoskie (EUA) viajando pelo mundo notou o quanto de crianças andavam descalças nas ruas da Argentina e contraíam doenças por causa disso.
Fundou a TOM SHOES com um propósito. A cada um par de calçados vendidos, um par de calçados é doado. E quem doa é o próprio consumidor. Óbvio, o calçado doado está embutido no preço, mas os cliente compram o propósito e não simplesmente o calçado. Com isso, já doou mais de 1 Milhão de calçados.

2) Whole Foods Super Market
Primeiro conceito de supermercado orgânico e natural do mundo. Só oferecem produtos que não agridem a saúde humana.
Doam moedas de madeiras para os consumidores que levarem suas sacolas não plásticas. Estas moedas vão para o “caça níquel” que é investido na comunidade local com doações. Além disso, compram da comunidade local e os ajudam a se desenvolver como fornecedores, para gerar uma cadeia sustentável.

Existem vários exemplos, mas reparem na diferença. O empreendedor fundou com a visão da generosidade, não são estratégias ou ferramentas compradas para implementar. É como a sustentabilidade, ela não é um processo que se compra e implementa, ela é uma crença desde o alto escalão ao baixo escalão.

Quando eu converso com os executivos de empresas grandes, aquelas que saem por aí comprando várias empresas para manterem o monopólio do mercado, voltadas só para o lucro, acham isso coisa de lunático! Idealismo barato!
Aí depende! Qual é o limite? Qual o seu limite?
Daí vem a principal lição do John Mackey’s (Fundador da Whole Foods) no seu livro Capitalismo Consciente.
Quando a empresa nasce e é administrada por um time pequeno, você tem o controle e a segurança que os valores serão exercidos, mantidos, a partir do momento que o time cresce demais e você vai no mercado buscar executivos mora o perigo.
O RH precisa adotar a melhor forma de garantir que executivos com bagagens, valores e cultura de outras empresas não tentem destruir a cultura e valores da empresa.
Concorda que não é qualquer executivo que tem o perfil para trabalhar na TOM SHOES?

Enfim, viva a generosidade. Esta é minha crença e que estou colocando em prática na minha startup. Em breve vocês verão!

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