A crise moral dos grupos – Resista a pertencê-los.

Há 3 anos atrás escrevi muito sobre Redes x Grupos Hierárquicos. Volto com esse assunto pelo momento atual da sociedade brasileira. A crise moral dos grupos políticos, empresariais, movimentos sociais e etc…
Resumindo a diferença do desenho gráfico comparativo de Paul Baran abaixo é:

Grafico de Paul Baran

a) Redes: Não tem líderes, é autônoma, forma clusters de aprendizagens, tem interação constante, múltiplos caminhos, maiores opções de escolhas e poder distribuído. Você se conecta a todos.

b) Grupos Hierárquicos: Tem um líder, poder descentralizado, comando e controle, um conjunto de regras, um caminho e uma cartilha a seguir. Você não se conecta a todos, apenas os que tem poderes.

O que são grupos: Partidos políticos, ong´s, sindicatos, movimentos sociais, empresariais, religião etc…
Para entrar em grupo você precisa ser aceito, aceitar as regras do jogo e o controle dos que comandam.
Veja bem, você não pode alterar a estrutura quando vem de fora, é obrigado a aceitar o proposto. Impositivo.
Por outro lado, os grupos oferecem na linguagem deles “redes” que não são, mas podemos chamar de networking.

É fácil discutir política com um militante? Sua cabeça é lavada e só existe um caminho e alguns políticos, os seus. Fora isso, tudo é oposição e bullshit.
Já discutiu religião com um religioso? Só o Deus dele faz milagre e sua igreja é a certa.
Assim vai com ongs, sindicatos etc…
O que sai fora desse universo é uma ameaça e está errado.

Por quê? Nós aprendemos que sem um líder, um pensador, um guru, por trás, não seríamos capazes de seguir na vida e ter sucesso. Precisamos de um guia. Este guia dita o caminho, o jogo e as regras e nós seguimos. É sempre mais fácil seguir e ficar na zona de conforto mental e espiritual. Quase 100% da cartilha está baseada nos interesses e agendas próprias dos líderes. Fato! É a visão e o Ego pautado.
Dentro do grupo reside a promessa! Se eu me comportar e seguir direitinho a cartilha, um dia posso chegar no cargo do líder, ou alto escalão da cúpula. Quantos chegam? E quem chega rezou que tipo de jogo?
Os seguidores abrem mãos da sua capacidade de interpretação, escolhas, valores, delega e segue a boiada pela promessa.

A crise moral política dos grupos tem “Chefe” e sabemos quem é!
Ela se instaura pela busca de uma agenda própria e pessoal onde os seguidores perderam a capacidade de reflexão e assumiram o “um caminho proposto” e não “múltiplos caminhos”.
Você vai se questionar não é possível imaginar sem um comando, controle, sem um líder, uma direção, vai virar uma bagunça, um anarquismo.
Pode ser impossível porque você nunca imaginou ou percebeu. É difícil sim, são milhares de anos nesse modelo mental. E nossa cabeça está condicionada ao comando e controle.

Mas você não pode negar que as redes estão a cada dia mais ganhando espaços e isso magoa os líderes que não querem abrir mão de comandar e ter sobre suas rédeas as pessoas.

A Rede é mais poderosa! Vide aquele 1 milhão de pessoas nas ruas do Egito? Madrid? Manifestação de Junho de 2013 em SP?
Exemplos de co-criação em rede como o carro da FIAT e etc…
Acredite a rede é mais poderosa! Os benefícios são maiores e você tem de volta a sua liberdade que foi dada por Deus!

As pessoas são baseadas em valores. Não mude ou os venda por causa de grupos. Use-os para formar redes.
É normal na rede você ir se conectando com os mais interessantes pra você ou que possuem o conhecimento que busca. Por isso, vira clusters autônomos e escolas de aprendizagens bilaterais constantes.

Resista aos grupos!

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