A Revolução do Altruísmo

MR Albert

Por que vale a pena sermos altruístas?

Acompanhei em São Paulo nos dias 17 a 19/05 o Tour Brasil do Cientista Francês Biólogo Molecular Matthieu Ricard que deixou aos 26 anos o Instituto Pasteur, um dos mais renomados centros de pesquisas do mundo, para tornar-se monge tibetano no Himalaia. Aos 69 anos, ele é o monge mais célebre, conselheiro de Sua Santidade Dalai Lama e foi eleito por um Jornal Britânico, o homem mais feliz do mundo, após participar de uma pesquisa sobre os efeitos da compaixão, amor e da bondade no cérebro na Universidade de Wisconsin (EUA) realizado pelo renomado neurocientista Richard Davidson.

Para Matthieu, é possível treinar o cérebro para ser feliz, uma vez que felicidade é bem estar e não sensações prazerosas.
Imagina um pedaço de bolo de chocolate. Quanto prazer comer um pedaço, dois, no terceiro estaremos cheios e no quarto já com sensação de enjôo e repulsa. O prazer é momentâneo. Felicidade é um estado genuíno de realização, satisfação e florescimento. Umas das principais qualidades da felicidade é a liberdade interior. Liberdade não do tipo para fazer o que quiser, mas em relação aos pensamentos que escravizam: obsessões, ganâncias, raiva, arrogância.

Mas como a Revolução do Altruísmo será a saída para a Humanidade?
Para muitos, todos os homens são egoístas para sobreviverem. Para Matthieu e sua longa observação e experiência isso não é verdade. O homem nasce com o gene egoísta e a semente da compaixão. Esta última precisa ser nutrida ao longo da vida pelo amor fraternal, educação e no ambiente de trabalho. Erraram em traduzir a Teoria de Darwin. Ele não fala que só os mais fortes sobrevivem. Mas os que se adaptam mais fácil. A adaptação é um processo de cooperação.
Se olharmos para os desafios da humanidade, vamos perceber que sem o altruísmo não teremos cooperação para as mudanças.

Futuras Gerações: O consumo contemporâneo esquece daqueles que ainda não existem, as futurações gerações, estes que tem os mesmos direitos que os atuais.
Meio Ambiente: Estamos a beira de um colapso na Terra. Perda colossal da biodiversidade, uso abusivo da terra e da água, aumento da acidificação dos oceanos. O americano, por exemplo, emite 200 vezes mais dióxido de carbono na atmosfera do que um morador da Tanzânia. Ao mostrar um mapa com o maior número de fatalidades do mundo, fica claro ver quem são os que mais sofrem. “As mudanças climáticas matam os mais vulneráveis. É a chamada injustiça climática”, disse.
Aquecimento Global: Matthieu apresentou dados arrasadores sobre o degelo dos pólos, inundações em vilarejos e geração de doenças infecciosas, como a malária por exemplo.

Pois bem para mudar este cenário, vai exigir muita cooperação, esta aí a chave da revolução. Uma revolução social. Uma mudança de comportamento humano que aumente a consideração pelo outro e diminua a economia egoísta.
A base para criarmos um lugar mais sustentável são:

1) Aumento da cooperação
2) Harmonia Sustentável: Acabando com a desigualdade social; mudando a mentalidade do consumo excessivo:
a)caring economics;
b)comprometimento local, responsabilidade global e;
c)disseminação do altruísmo para todos os seres do planeta.

Um dos conselhos finais de Matthieu Ricard em uma das conferências foi “Seja bom e Faça o bem”!

E você? Vai querer fazer parte desta revolução? O planeta tem pouco tempo para a sua escolha!

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