Economês, empreendedor, cidadão: Uma tríade para um novo rumo

O Brasil, assim como outros países, vivem em um momento atual de recessão econômica. Para muitos isso se chama “crise”.
Você deve ter visto ou lido de tudo. Alguns empresários que dizem usarem a crise como oportunidade para ganhar mais dinheiro; Outros dizem que o problema é do presidente(a); outros que é a política; outros que são os EUA, China e Europa.
Afinal, existe culpado(s)?

A economia tem uma linguagem meio difícil que precisamos entender para não se guiarmos apenas pelo que a grande mídia noticia e quer que você se convença, pois ela também tem interesses próprios. Vamos entender algumas coisas:

1) Mercado financeiro é diferente de economia real.
Mercado financeiro = Bancos, capital de risco, ações, pedras preciosas, câmbio. Aqui é o dinheiro que investe e flutua.
Economia real = É o pãozinho da padaria, leite, etc… São os preços dos produtos, a forma como trocamos (moeda local), compramos e vendemos. Uma administração doméstica.

Quando a mídia fala: O mercado financeiro reagiu com a notícia política. Você sabe que são os banqueiros e investidores que reagiram. Aonde afeta a economia real?
Por exemplo: No pãozinho vai trigo e no caminhão que entrega o trigo vai gasolina. O trigo e a gasolina são vendidos em dóllar. Se o dollár subir, o trigo sobe e a gasolina. O pãozinho fica mais caro e a gasolina também.
A pergunta que fica.
Um país deve caminhar e sua política com base no que o mercado financeiro acha? Quem são eles, O que eles querem e por quê?

2) PIB (Produto Interno Bruto)
Se o país cresceu ou decresceu é medido pela matemática do PIB. A fórmula calcula = a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos no país, durante um período determinado (mês, trimestre, ano, etc). O PIB é um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia com o objetivo de quantificar a atividade econômica de uma região.

Aqui reina uma política de governo. A chamada intervenção no mercado livre. Como assim?
Lei da Oferta x Demanda.
Oferta = Empresas que ofertam produtos ou serviços.
Demanda = Cidadãos que compram produtos e serviços.

Ou o governo estimula mais a oferta, ou seja, destinando maior parte do seu orçamento (corte de impostos) e políticas para estimular as empresas, novos produtos, soluções, que exigem novos conhecimentos, consequentemente gerem novos empregos. Aqui se isenta impostos dos ricos.
Ou o governo estimula mais a demanda, ou seja, destinando maior parte do orçamento (corte de impostos) para as pessoas via créditos, auxílio-desemprego, programas sociais e obras públicas de infraestruturas financiadas pelo governo. Aqui se isenta impostos da classe média e cria uma administração “populista”.

Quando a mídia fala: Tivémos a pior queda do ano comparado com o ano anterior. O PIB ficou negativo em x(%). Você sabe que o total em dinheiro deste período ficou menor que o mesmo período do ano anterior.
Ou a notícia, a política econômica do governo foi desastrosa. Tem haver com a escolha entre oferta x demanda e suas estrategias.
A pergunta que fica.
Se o país está crescendo o PIB (Mais dinheiro) significa que as pessoas estão mais felizes e o país possui o melhor ambiente para se viver?
O país não precisa de empresas gerando empregos e pessoas comprando? Por que decidir entre um e outro?

Uma tríade para um novo rumo
Para mim, a oportunidade da crise não está em ganhar mais ou menos dinheiro, tirar ou eleger partidos e políticos, fortalecer a suposta democracia ou optar entre modelos econômicos-políticos: socialismo e o capitalismo.
Temos que assumir, tudo o que foi feito até agora não deu certo. Ficou velho.

Querer mudar usando os mesmos meios e ferramentas é insano, já dizia Albert Einstein.

Segundo o Estudo da Healthways sobre o Bem-Estar Mundial, os EUA ficaram em 20º no Ranking, enquanto o Panamá ficou em 1º lugar. Ora, o país com o PIB em primeiro lugar no mundo tem um péssimo bem-estar. País preconceituoso, taxa elevada de depressão, suicídios, abandono de idosos, emissão em CO2, etc…

O erro está em olhar o crescimento e a economia apenas pela quantidade (dinheiro) e não pela qualidade.
Nesse modelo atual obsoleto o mercado rege as pessoas e não as pessoas regem o mercado. Se o mercado rege, ele quer mais e mais consumismo sem saber se é preciso, qual o valor disso. Pra consumir mais precisa de matéria-prima, eu derrubo árvores, jogo lama na cidade, corrompo, escravizo pessoas, faço o diabo a 4.

O que precisamos de fato para viver? Ser feliz? Ter Bem-Estar?
País que cresce e evolui não pode ter: Discriminação racial, falta de cuidados com as crianças e idosos, exclusão das mulheres, alto índice de depressão, violência, infelicidade, desigualdades sociais, altos índices de CO2, desmatamentos e extinção de espécies e etc…
Isso é qualidade, harmonia, relações sadias sociais, boa convivência e bem-estar.

O PIB medido só por dinheiro não tem legitimidade para apontar se o país cresceu ou não. Se guiar pelo mercado financeiro, é se guiar só pelo dinheiro e não pelo bem estar das pessoas.

Essa é a hora de se criar uma terceira via econômica e política. As pessoas e o meio no centro e não o mercado no centro.
Essa é a economia da consciência!!
PENSE NISSO! A CRISE VEIO PARA TE FAZER PENSAR E AGIR DIFERENTE, E NÃO PARA OPTAR PELO QUE DÊ MAIS CERTO.

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